
É neste espaço que trabalho, no segundo andar da minha casa, entre livros de arte e de quadrinhos, quadros, computador, impressora e scanner, prancheta, luminária, aquarelas, lápis e pincéis.


É neste espaço que trabalho, no segundo andar da minha casa, entre livros de arte e de quadrinhos, quadros, computador, impressora e scanner, prancheta, luminária, aquarelas, lápis e pincéis.


Procurando desenhos antigos no meu arquivo encontrei essas duas raridades. O desenho do palhaço é da capa de um livro infantil do Alfredo Garcia para a editora Cejup que não foi utilizada. Os bichos são do meu primeiro livro com a Linda Ribeiro, chamado Aranha, para os mais íntimos.

Todo artista já ouviu essa pergunta: – Como é que você trabalha? Qual é o seu processo de criação? Vou tentar responder essa pergunta mostrando como produzo meus desenhos.

Normalmente eu escolho um tema pra desenhar e saio pra fotografar.
Esta aí é a Praça da Leitura, em São Braz, onde está o monumento chamado de “Coluna da Infâmia” em memória dos mortos de Eldorado dos Carajás, que escolhi para desenhar.

Depois de escolhida a foto ou as fotos que vou usar como referência, começo a trabalhar. Primeiro, um estudo feito com lapiseira 0.7, grafite azul. Eu uso este grafite porque o desenho fica mais limpo e a arte-final é mais fácil.

Depois de feito o estudo, faço o traço final na mesa de luz, usando papel Canson 200g e lápis importado 4B da Koh-I-Noor. Nem sempre a arte-final tem o mesmo enquadramento do esboço original. Isto é uma coisa que geralmente decido na hora.

Feito o desenho definitivo, parto para a pintura. usando geralmente pincel de ponta redonda e aquarela ou tinta acrílica. Em alguns desenhos eu faço a colorização no computador. mas isso é raro. Prefiro tinta e pincel mesmo.



A Praça do Carmo, mais conhecida pelas serestas que aconteciam lá há alguns anos, também é palco de outras apresentações.